|
|
Controlo de perdas
Resumo:
O envelhecimento inevitável das infraestruturas dá origem a indesejados níveis de fugas e roturas frequentes. Este processo é influenciado por elevados níveis de pressão de serviço, projecto inadequado, deficientes processos de construção, assentamentos, tipo de funcionamento e problemas de corrosão. É do conhecimento que as perdas de água desde a captação até à distribuição, incluindo o sistema de transporte, reservatórios e juntas, pode representar 15 a 40 % da totalidade de água fornecida ao sistema.
Pretende-se investigar o efeito de diferentes perdas (i.e. físicas e económicas) nos sistemas para diferentes valores de caudal, pressões e identificar as fugas em sistemas reais com diferentes características. Muitas companhias de água não têm ainda defenida uma política para a redução de perdas e controlo de pressões, tomando uma atitude passiva, ficando à espera que a água apareça à superfície quando ocorre uma rotura, com os inevitáveis problemas associados (e.g. abaixamento dos níveis de pressão, problemas de contaminação da água, perdas económicas e físicas elevadas). As perdas têm elevados custos associados, do tipo directos relativos às perdas de água tratada, interrupções no consumo para reparações, abaixamento dos níveis de serviço, reposição de zones afectadas, erosões localizadas que podem induzir mais roturas, e por fim danos do tipo social causados aos consumidores. Na realidade, a maior parte dos sistemas de distribuição perdem uma elevada percentagem de perdas, tanto físicas como económicas, criando problemas que os utilizadores terão que suportar. De outro modo, existem vários sistemas de abastecimento com excesso de energia disponível que terá de ser dissipada através de dispositivos adequados, em vez de ser aproveitada para produzir energia. Assim sendo e com o objectivo de controlar as fugas e as pressões no sistema, um procedimento comum pode ser adoptado mediante a utilização de válvulas redutoras de pressão ou de câmaras de perda de carga.
Análises de diagnóstico baseadas na monitorização de sistemas reais em termos de caudal entrado e saído de cada zona de medição e controlo (ZMC = DMA) e da variação de pressão em período extendido (i.e. ao longo das 24 h) devem ser consideradas de modo a identificarem-se os diferentes tipos de perdas e obter a melhor solução para a localização e tipo de abertura de possíveis válvulas redutoras ou controladoras de pressão a instalar no sistema.
O desenvolvimento de modelos avançados para apoiar as decisões na procura da melhor solução a adoptar reveste-se do maior interesse. Outra forma de controlar a pressão consiste na avaliação do potencial energético do sistema e na instalação de micro-turbinas ou bombas a funcionar como turbinas para aproveitamento de energia em excesso no circuito hidráulico e conversão em energia eléctrica. |